Deputados tentam
acordo para não perder paletó Câmara considera
acabar com os 14º e 15º salários, mas estuda atrelar reajuste dos vencimentos ao
dos ministros do Supremo
Publicação: 01/06/2012
06:00 - Jornal estado de
Minas
Hoje, o rendimento de deputados
e ministros do STF é o mesmo: R$ 26,7 mil, mas não há vinculação entre a
remuneração dos dois poderes, o que desagrada a parte da Câmara. “Quando houver
aumento no STF, vai demorar muito para ser aprovado o reajuste daqui. Toda vez
que se discute isso, há muitas críticas”, explicou um deputado do PMDB simpático
à possibilidade de votar o fim dos 14º e 15º paralelamente à proposta de
vinculação.
A tentativa de apreciar os dois projetos concomitantemente já chegou ao colégio de líderes da Câmara. Em reunião realizada recentemente, a alternativa foi exposta, mas encontrou resistência por parte dos presentes: “De início, a maioria identificou que, se posto em prática, esse movimento seria um tiro no pé. A população iria cair em cima. Então, decidiu-se jogar a discussão mais para frente. Agora, está claro que não há disposição de apreciar essa matéria (fim do benefício)”, admitiu um líder partidário que compareceu à reunião do colegiado.
Enquanto isso, o projeto permanece intocado na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara, sem relator definido nem previsão para ser votado. Ainda assim, gera desconforto entre parlamentares. “Olha, eu não vou falar sobre essa tema, não. Tem alguma outra pauta? Então, até mais, um abraço”, desconversou o líder do PT, Jilmar Tatto (SP), ao ser procurado para comentar a tramitação da proposta. No início da semana, os deputados decidiram não apreciar a urgência do decreto legislativo, mantendo-o mais distante da votação definitiva, no plenário. Antes disso, a medida ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça, se aprovado na CFT.
Lentidão
Líder do PR, deputado Lincoln Portella (MG), um dos 23 que abriram mão do benefício espontaneamente até o momento, diz que defende a votação até o fim de ano: “E não deve haver nenhuma contrapartida”, acrescentou, afastando a possibilidade de incluir o atrelamento de reajustes com o Judiciário na discussão. José Antônio Reguffe (PDT-DF) criticou a falta de celeridade na tramitação: “Isso deveria ir a plenário direto, não há razão para controvérsia alguma. Se o trabalhador comum só recebe 13 salários, não tem sentido o representante dele ter 15 remunerações”, afirmou o parlamentar, que declinou do benefício ao assumir e promoveu cortes de despesas de gabinete que totalizam R$ 2,3 milhões nos quatro anos de mandato.
A tentativa de apreciar os dois projetos concomitantemente já chegou ao colégio de líderes da Câmara. Em reunião realizada recentemente, a alternativa foi exposta, mas encontrou resistência por parte dos presentes: “De início, a maioria identificou que, se posto em prática, esse movimento seria um tiro no pé. A população iria cair em cima. Então, decidiu-se jogar a discussão mais para frente. Agora, está claro que não há disposição de apreciar essa matéria (fim do benefício)”, admitiu um líder partidário que compareceu à reunião do colegiado.
Enquanto isso, o projeto permanece intocado na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara, sem relator definido nem previsão para ser votado. Ainda assim, gera desconforto entre parlamentares. “Olha, eu não vou falar sobre essa tema, não. Tem alguma outra pauta? Então, até mais, um abraço”, desconversou o líder do PT, Jilmar Tatto (SP), ao ser procurado para comentar a tramitação da proposta. No início da semana, os deputados decidiram não apreciar a urgência do decreto legislativo, mantendo-o mais distante da votação definitiva, no plenário. Antes disso, a medida ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça, se aprovado na CFT.
Lentidão
Líder do PR, deputado Lincoln Portella (MG), um dos 23 que abriram mão do benefício espontaneamente até o momento, diz que defende a votação até o fim de ano: “E não deve haver nenhuma contrapartida”, acrescentou, afastando a possibilidade de incluir o atrelamento de reajustes com o Judiciário na discussão. José Antônio Reguffe (PDT-DF) criticou a falta de celeridade na tramitação: “Isso deveria ir a plenário direto, não há razão para controvérsia alguma. Se o trabalhador comum só recebe 13 salários, não tem sentido o representante dele ter 15 remunerações”, afirmou o parlamentar, que declinou do benefício ao assumir e promoveu cortes de despesas de gabinete que totalizam R$ 2,3 milhões nos quatro anos de mandato.
Brasília – Os deputados
federais já encontraram uma alternativa para votar o projeto de decreto
legislativo que extingue o pagamento dos 14º e 15º salários sem que a perda do
benefício provoque tanto impacto no bolso dos parlamentares. Integrantes da
oposição e da base aliada estão trabalhando para que a medida seja apreciada
paralelamente a uma outra proposta, a que atrela o reajuste dos deputados ao dos
ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Assim, enquanto perderiam por um
lado, garantiriam a segurança de ter aumentos periódicos sem o histórico
desgaste diante da opinião pública ocorrido sempre que o tema é debatido na
Casa.
Fonte: Cb
Fernando
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